
(Source: viversentiramar, via vivimuniz)

Quando nos apaixonamos o que mais queremos nos primeiro estágios da doença é sentir todas as sensações possíveis que esse mal possa provocar. Arrepios intensos, borboletas no estômago, batimentos fortes no coração, concentração é algo que não existe, acordamos pensando naquela pessoa da mesma forma que vamos dormir, se é que dormimos, já que insônias constantes também fazem parte da enfermidade.
As amigas que nos aguentem! É quase impossível não colocar o nome da pessoa amada em todas as conversas, nada faz sentido, ou tudo faça, talvez.
É então que as ilusões começam e o próximo estágio se aproxima: cada gesto é um sinal, se ele coloca o cabelo para trás está afim de você, se ele te dá um oi quer ficar com você, se puxa papo na internet já pediu em namoro e se dá um abraço sua vida está perfeita, pois seu casamento será amanhã!!
Todas as músicas favoritas dele se tornam suas músicas favoritas e tudo que ele gosta você acaba achando lindo, mesmo que não gostasse antes…
Então começa o pior estágio da doença - em minha opinião; o estágio do ciúme. As inseguranças invadem nosso sistema de uma forma avassaladora de modo que o nosso corpo fica preparado para explodir caso qualquer ameaça chegue perto da vítima. Então nosso coração começa a ficar preocupado e algo nos sufoca só em pensar na possibilidade de perdê-lo, de perder algo que nunca foi seu…
A cura da doença varia de pessoa para pessoa e o principal remédio é sorte, sim, sorte! Algumas pessoas podem se curar sozinhas depois de uma decepção, pois como já demonstrei a princípio, esse mal causa alucinações e esses sinais podem não passar de meras coincidências ou ênfase demasiada a detalhes insignificantes que só você deu conta.
Algumas pessoas descobrem que não estavam loucas sozinhas e a pessoa amada também possuía essa doença ou foi infectada por ela, então eles ficam juntos e vivem felizes para sempre!
Mas nem todos possuem o fator sorte ao seu lado e quando chega a esse estágio da desilusão, nem médico pode salvar!É preciso esperar por uma resposta do próprio organismo, ou talvez um milagre. O mundo fica sem cor, o coração vazio ou quebrado, sua vida pode até perder o sentido por algum tempo. Mas eis que algo mágico acontece, nosso coração volta ao lugar lentamente e faz o nosso corpo sentir a melhora, nossa concentração volta aos poucos, o interesse pelas pessoas também. Você sente vontade de cuidar mais de você, se sentir bem, cria horror daquelas músicas melosas que ouvia antes de dormir, procura sair, se encontrar com os amigos, o céu volta a clarear. Sim, você está se recuperando. O problema é que essa doença também afeta nossa fala e sempre nos faz vomitar essa frase no final do ciclo doloroso “AMAR? NUNCA MAIS!”
Então procuramos sair e curtir a vida, até que outro amor apareça e faça estrago no nosso peito outra vez…
Ainda não inventaram vacina para o amor, mas quer saber de uma coisa? AINDA BEM, pois quem sabe um dia a gente consegue infectar a pessoa amada e transformá-la num ser apaixonado assim como nós.
O amor é assim, vai doer muito, é louco, complicado, mas quem vive sem ele não pode ser feliz. Apaixone-se, ame bastante, isso é o melhor que o mundo pode nos oferecer.
Jéssica Fadul.

“Minha vida mudou muito nos últimos anos. Eu mudei muito nos últimos anos. Mudei sem oferecer a menor resistência. Mudei sem me surpreender com as mudanças. Elas simplesmente apareceram, aconteceram, me invadiram e se instalaram. Então, eu finalmente me senti em casa dentro de mim mesma. E hoje, mais do que nunca, sinto que não devo nada para ninguém. A gente demora demais para se livrar de pesos e culpas. Mas um dia, finalmente, a gente acorda. E descobre que tem uma vida inteirinha pela frente.”
[Clarissa Corrêa]
(Source: m-i-l-o-n-g-a, via giihalexandrino)
(Source: negati-var, via someone--who--loves--you)